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Ta ca bixiga

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Cinco de 5

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25 de set. de 2008

A Missão

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O tempo estava se esgotando rapidamente e a idéia de falhar na missão que lhe foi confiada não saia da mente de Berriel. Sua materialização não estava completamente terminada e outros seres também se encontravam na mesma trilha dele: “os Executores”; seres espirituais que percorrem todos os planos materiais em busca de algum fugitivo vindo de algum plano espiritual. Era justamente o que Berriel procurava: um fugitivo.

Acabara de sair de uma boate, a temperatura lá fora caíra repentinamente e estava em torno de 6ºC. Esfregou as mãos uma na outra e enterrou-as nos bolsos da jaqueta de couro marrom. Notou que estava sendo observado, disfarçou e entrou no primeiro beco que encontrou em sua trajetória.

Apressou o passo à medida que adentrou naquele lugar inóspito e de iluminação precária. Recostou-se numa das paredes de onde poderia observar sem ser visto e aguardou para ver a silhueta de seu perseguidor ser projetada pela luz distante e fraca de um pequeno apartamento na entrada do beco. Não demorou muito e o segundo homem adentrou. Passos calculados indicavam sua preocupação em denunciar sua posição.

- Vai a algum lugar, amigo? – Falou Berriel, acendendo um cigarro e expondo propositalmente sua localização. – A única saída é por onde você entrou!

- Digamos que procuro o que você procura. – Respondeu secamente o homem, empunhando uma pistola entre as mãos, o feixe de laser vermelho mirava contra a cabeça de Berriel.
- Você vai precisar de algo bem maior para me derrubar! – Disse Berriel esboçando um sorriso irônico, enquanto avançava ligeiramente na direção de seu perseguidor que passou a recuar à medida que disparava incessantemente contra seu alvo em movimento. – Foi o Cain que te mandou, não foi? – A face de Berriel se transformara agora. Seus traços leves e aquilinos deram lugar a um aspecto rude e feroz.


A velocidade e destreza dos movimentos de Berriel eram infinitamente superiores e antes que pudesse obter sua resposta, já estava cara a cara com o seu inimigo... A violência do soco foi capaz de fazê-lo girar em torno de si mesmo, como se fosse um simples peão, e antes que seu corpo pudesse visitar o chão do beco, ele foi segurado pela gola de seu terno e foi novamente esmurrado. Só então, desabou ruidosamente sobre o uma poça de lama. O sangue escorreu por uma de suas narinas e pelo canto da boca. Berriel contemplou a queda do inimigo e em nenhum momento virou-lhe as costas, isso poderia ser perigoso em qualquer ocasião.

O homem demorou um pouco para se mexer. Após um pequeno esforço, ficou apoiado sobre um dos joelhos e limpou o sangue no próprio terno. Fitou Berriel por um tempo e desviou novamente o olhar. Ficou de pé e começou a espanar com as mãos a poeira sobre a roupa.

- Não foi em vão, a decisão de te mandar até aqui! Espero que já tenha algo de concreto sobre a missão que eu lhe confiei... Pois, como lhe disse antes... Digamos que procuro o que você procura!

Berriel não sabia o que dizer. Apenas curvou-se diante daquele que estava à sua frente. Hesitou por um momento e só então falou:
- Desculpe-me, Ascher, mas não cumpri ainda a missão que você me confiou. Dê-me mais um tempo e o trarei para você.

- Terá o tempo que precisar, apenas lembre-se de que Cain não pode encontrá-lo antes que você o encontre. Seria desastroso. Diria... Apocalíptico!

16 de set. de 2008

Soul Killer - "A Sociedade"

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“- O FBI chegou à conclusão de que Richard Kane é o culpado pelo homicídio de sua esposa, Jennifer Parker. O Crime que chocou os Estados Unidos no mês passado, ocorrido na suíte presidencial do New York Palace Hotel foi minuciosamente arquitetado pelo publicitário inglês, que se utilizou de requintes de crueldade e rituais macabros, afirma a perícia realizada pela polícia americana!”

...

Sophia Kane se esforçava para colocar o maior número de coisas na sua mochila no menor espaço de tempo possível. Ainda não compreendia muito bem o que estava se passando ao seu redor, tinha apenas 6 anos de idade. Só sabia que iria se mudar para New Jersey nos Estados Unidos de agora em diante. Três homens de preto aguardavam inquietos na sala de estar, falavam um inglês diferente do que Sophia estava acostumada a ouvir... Ordenavam que ela e seus dois irmãos se apressassem.

- O avião está aguardando, não podemos perder mais tempo. Mais rápido! – Falava rispidamente um dos enigmáticos homens de preto, ao mesmo tempo em que encarava Daniel por trás de seus óculos escuros.

- Dan, porque eles estão tão agitados? Porque temos que nos mudar? Eu amo esse lugar, não quero ir embora de Manchester... – Sophia insistia em repetir as mesmas perguntas com um ar suplicante e uma voz tão doce que Daniel simplesmente não conseguia dizer-lhe a verdade.
- Sophia, meu anjo, o Richard está com alguns problemas e precisa viajar para resolvê-los. Você vai gostar de Jersey, vai fazer novas amizades lá. – Daniel se esforçava o máximo para poupá-la, não queria que Sophia soubesse que Richard estava sendo acusado de cometer um assassinato brutal e que aqueles homens eram do FBI.
...

A mansão no centro de New York era exoticamente monumental. A “Sociedade” estava novamente reunida naquela noite. Fazia séculos desde o último retorno e só agora o assassino de almas estaria presente novamente. Uma mesa de vidro adornada com uma bela peça de origem persa detalhada em escarlate e dourado, representando as cores da “Sociedade” encontrava-se no centro do salão principal.
De um dos lados da mesa, ergueu-se um homem de meia idade e tomou a iniciativa da palavra. Saudou os outros membros, os chamados “Grãos-Mestres” representantes máximos de suas respectivas “Esferas”.

- Supremos seres que governam e habitam todos os mundos e planos superiores.. O reencontro desta Sociedade se dá... – Iniciou Flair até ser bruscamente interrompido por um ser belo e alado que se encontrava sentado à sua esquerda.
- Deixe de lado a parte burocrática meu caro Flair! – Falou Samael, Diga-nos apenas o que nos interessa ouvir!
- Que o desertor retornou para tentar alcançar uma redenção que ele nunca alcançará! – Completou de forma desdenhosa, outro Grão-Mestre, chamado Louis Renot, ao mesmo tempo em que risadas irônicas percorriam toda a grande sala.

- Isso é o que vocês pensam! – Exclamou Flair, com um brilho intenso no olhar enquanto fitava todos os presentes naquela sala. - Nenhum de vocês sequer imagina o poder que possui o “Assassino de Almas”... O imortal que antecedeu à Daleth não existe mais porque enfrentou um assassino de almas... E vocês acham que são realmente poderosos?

- Silêncio! – Uma voz grossa e firme anulou todas as outras. – Saberemos em breve o que o assassino é capaz de fazer. Por enquanto, Daniel Kane não é capaz nem de falar a verdade à sua própria irmã... Um verdadeiro Soul Killer tem que saber controlar todos os seus sentimentos...

... Mesmo se soubesse que no final não restará ninguém ao redor dele... Tudo tem seu preço e essa é a dívida do assassino com a “Sociedade”... O preço para que “Ele” possa ter uma segunda chance!!

11 de jul. de 2008

Knighter - "Um novo começo"

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“... A Morte é um sinal de descanso para a carne. Sinal de glórias ou sofrimento eterno para o espírito... Mas o que aconteceria se suas almas nunca alcançassem o céu ou o inferno?”

O Frio era congelante naquela noite de setembro. Os pequenos cristais de gelo caiam abundantes, formando um deserto branco e atípico para esta época do ano em Los Angeles. Uma janela debatia-se contra a fachada no 2º andar de um pequeno prédio residencial na 15th street com a 1st avenue, abrindo e fechando; revelando a esguia silhueta de um homem solitário, sentado em sua poltrona de couro acinzentado, velha e barata. Portava uma pistola automática em uma das mãos, enquanto apertava um urso de pelúcia contra o próprio peito com a outra.A única luz que se fazia presente no recinto era oriunda de uma pequena televisão. A imagem estava desfocada pela tempestade que assolava a cidade naquele momento e o som quase inaudível, traduzia do português uma notícia qualquer sobre o desaparecimento de um avião de passageiros da TAM, que saíra de São Paulo com destino a Nova York.


***

Era a terceira vez em menos de dez minutos que John Blaze consultava os ponteiros do relógio, situado na parede à sua esquerda; pareciam torturá-lo num lento e doloroso compasso. Há dias que repetia o mesmo ritual. Suas pálpebras mantinham-se trêmulas. Passava todo o tempo restante contemplando seu mais novo trunfo: um anjo de longos e cacheados cabelos loiros e olhos cor de mel chamada Luíze. Seria a última noite que Blaze passaria acordado. Luíze seria a garantia de seu futuro, A porta de acesso para seu merecido descanso, afinal este seria seu último ato. Nunca falhara antes... E não poderia se dar o luxo de falhar em sua última vez


***

- Emergência no piso superior, Quarto nº 208. Mande um médico para lá, agora! – gritava uma enfermeira...

08h00min da manhã. Algo estranho acontecera com os aparelhos que sustentavam a vida de Akina. Um de seus freqüentes visitantes, Joseph, se encontrava sereno e calmo durante a visita daquela manhã. Tinha se mostrado forte e controlado durante todo o tempo em que Akina ficara em coma. Conversara com ela todos os dias, mesmo sem nunca ter escutado uma única palavra em troca. Nunca faltara ou se quer se atrasara uma única vez. Já se tornara uma rotina no quarto de nº 208 do USC University hospital: pela manhã, o velho Joseph. À tarde, o jovem de cabelos negros e cacheados. Nunca se encontravam. Nunca se viam. E a bela continuava adormecida.
Akina não conhecia os pecados mundanos. Era quase um anjo. Estava a 18 anos naquele estado, em cima daquela cama...
...12h00min. O aparelho que emitia os sonoros batimentos cardíacos de Akina saiu do compasso alternado e tornou-se contínuo... Tinha apenas 18 anos de idade.

***
A floricultura próxima ao Griffith Park Observatory era o ponto de encontro. Um homem bem vestido e devidamente agasalhado, aparentava ter entre 30 e 35 anos chegara primeiro. Carregava consigo um urso de pelúcia em uma das mãos e uma valise prateada na outra. Aguardou exatos sete minutos e saiu à medida que um outro homem de sobretudo e óculos escuros se aproximava a passos lentos em sua direção. Luíze encontrava-se a duas centenas de metros, dentro de uma Mercedes vermelha.

A troca era simples: Luíze pelo conteúdo da valise.

... Ao abrir a valise e contemplar o verde dos dólares que agora se encontravam em seu poder, John Blaze desviou por um breve instante o olhar do seu inimigo instantâneo e deu-o tempo de retirar a pistola 9mm do interior do urso de pelúcia e descarregar o pente. John pôde enfim descansar em paz...
O outro homem, que encontrava-se na mercedes, ao ver seu companheiro ao chão, sacou uma arma e fez mira contra a cabeça da pequena Luíze...


***

O ferimento era gravíssimo. Nada poderia ser feito. O avião da TAM caíra sobre a floresta amazônica, numa área desabitada. Corpos se amontoavam por todos os lados... Alicia segurou a cabeça de Alex de encontro ao seu peito e constatou uma hemorragia na parte posterior do crânio. Os olhos dele cerraram-se. Alicia não segurou a dor da perda, estava tentando ser forte. Depois que presenciou a morte de seu futuro marido, ela pôde enfim morrer em paz.... Uma parte da fuselagem do avião perfurara seu pulmão direito. “E agora ela podia reencontrá-lo no céu”....
Ou pelo menos assim pensara ela...

25 de jun. de 2008

Angel - "A Batalha de Seraph"

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“In Nomeni Patri Et Fili Spiritus Sancti”. Foram as últimas palavras proferidas pelo anjo Joliet, segundo no comando daquela legião de 50 anjos. Tinham sido enviados pelo conselho de lordes celestiais até aquele inóspito plano espiritual, denominado "Arkhania" e já se preparavam para a batalha quando foram avisados por um sentinela de que a falange de Seraph se aproximava, cortando ruidosamente o céu naquela noite tenebrosa.

"Ao longe ouvia-se o rumor agonizante do bater das asas de penas negras daqueles anjos caídos... Numerosos como as estrelas do firmamento e ferozes como cães de caça à espreita". Angeline fitou Aleph, o líder dos 50 anjos como se esperasse algum alento para aquele momento único e aterrador. Era como se quisesse a confirmação de algo. Uma resposta!

Aleph assentiu silenciosamente com a cabeça e recuou alguns metros a passos lentos. Sem que os outros anjos de seu grupo percebessem, Angeline distanciou-se deles e alçou vôo em direção à nuvem negra que se aproximava rápida e voraz, engolindo tudo em sua trajetória nefasta. Os anjos ignoravam o agourento barulho que tornava-se gradativamente ensurdecedor, e concentrados em oração, pediam a proteção de Deus contra aquele exército das trevas... Quando um grito pavoroso tirou-os de seus estados de meditação.

- Angeline! Não faça isso. Por favor, Angel... Não! – O anjo Gabrielle gritava, enquanto debatia-se ao ser segurada pelo anjo Soma, evitando assim que ela seguisse Angeline naquele inexplicável ato suicida... todos olhavam incrédulos, a terrível cena que se desenrolara naquele momento...

A bestial nuvem de anjos caídos incubrira parcialmente a lua e por um breve instante todos foram cegados pela escuridão fantasmagórica que se formara repentinamente. Para muitos dos anjos de Aleph, o terror e o medo foram maiores do que a própria fé. Aleph mantinha-se de punho cerrado, indiferente, à frente dos outros 48 anjos... Era como se soubesse desde o começo o que Angel pretendia fazer... E só agora, Joliet, Soma e os outros também entendiam... Só havia uma coisa à ser feita.
O anjo Dewdrop ajoelhou-se e inclinou a cabeça para frente. Não queria testemunhar “o suicídio de um anjo...”


... E aquela noite tornou-se dia por longos e terríveis minutos, que mais pareciam horas. Angeline despedaçou-se numa luz tão intensa quanto o amor que a fez dar sua vida pela de Aleph. O anjo caído Seraph foi apanhado por aquele clarão apocalíptico e terminal... Tombou junto a centenas de outros anjos negros. Milhares sobreviveram, mas foram exterminados por Aleph e seus “48 anjos”.

No final da batalha, eles eram apenas oito ao todo. Haviam travado a mais sangrenta das carnificinas... Aquela noite marcou a queda de Seraph, porém marcou também o fim de Angeline.

Aleph abaixou a cabeça em sinal de luto. Para o anjo Sephiroth, aquele gesto era uma alusão à derrota. Aquela batalha não tinha um ganhador... Todos saíram perdedores...
O líder daqueles 7 anjos sabia que não haveria alento algum. Não precisava de confirmação... Pois já tinha a resposta final... O conselho celeste não o perdoaria. Jamais!
 

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